Monday, December 14, 2009
MIGUEL CARLOS VIDAL, dos poemas


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NADIE POR LOS RECUERDOS DE LA CASA

Perdido allá en el fondo, entre las rosas,
era (en el álbum), hoy, la tarde triste.
(Yo estaba en la penumbra del suceso.)
Pero aún recuerdo que cantaba el sol
siempre en la galería. Y que (en el álbum)
tan hermoso cantar (ay, con las rosas)
la mirada encendida a más retratos
que, con el mio, en la penumbra estaban.

Este poema es la coda con que Vidal cierra el libro
"Ayer en que te dices", publicado por "follas Novas"


PERO ESCUCHAME BIEN
Tápate los oídos. Pero escúchame.
(A la derecha de ese abrazo a cuadros
estás toda empujada hacia lo dulce.)
Pero escúchame bien.
Tapate los oídos.
Te amo.
Toda la vieja musica esta aqui.
Te amo.
Sécate las palabras a mi voz.
Pero escúchame bien.
(Porque nos siguen todas
las veces que nos hemos mirado a los espejos.)
El poeta, abogado y editor Miguel Carlos Vidal (Ferrol, 1929), una de las más singulares voces de la lírica gallega en lengua castellana y cofundador de la emblemática revista literaria Aturuxo -publicación que fue un auténtico faro de versos en la cultura española de la posguerra-, reúne en un libro, Poesía viva , la columna vertebral de su visión sobre lo que el hecho de crear representa. Y, naturalmente, también su memoria de toda una vida dedicada a la literatura: sus recuerdos.

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Perdido allá en el fondo, entre las rosas,
era (en el álbum), hoy, la tarde triste.
(Yo estaba en la penumbra del suceso.)
Pero aún recuerdo que cantaba el sol
siempre en la galería. Y que (en el álbum)
tan hermoso cantar (ay, con las rosas)
la mirada encendida a más retratos
que, con el mio, en la penumbra estaban.
Este poema es la cosa con que Vidal cierra el libro
"Ayer en que te dices", publicado por "follas Novas"
PERO ESCUCHAME BIEN
Tápate los oídos. Pero escúchame.
(A la derecha de ese abrazo a cuadros
estás toda empujada hacia lo dulce.)
Pero escúchame bien.
Tapate los oídos.
Te amo.
Toda la vieja musica esta aqui.
Te amo.
Sécate las palabras a mi voz.
Pero escúchame bien.
(Porque nos siguen todas
las veces que nos hemos mirado a los espejos.)
El poeta, abogado y editor Miguel Carlos Vidal (Ferrol, 1929), una de las más singulares voces de la lírica gallega en lengua castellana y cofundador de la emblemática revista literaria Aturuxo -publicación que fue un auténtico faro de versos en la cultura española de la posguerra-, reúne en un libro, Poesía viva , la columna vertebral de su visión sobre lo que el hecho de crear representa. Y, naturalmente, también su memoria de toda una vida dedicada a la literatura: sus recuerdos.

Posted at 09:35 am by malatesta
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Tuesday, December 01, 2009
dar y tener, de SALVATORE QUASIMODO

Dar y tener

Nada me das, no das nada
tú que me escuchas. La sangre
de las guerras se ha secado,
el desprecio es un deseo puro
y no provoca ni el gesto
de un pensamiento humano,
fuera de la hora de la piedad.
Dar y tener. En mi voz
hay al menos un signo
de geometría viva,
en la tuya, una concha
muerta con lamentos fúnebres.


Da Dare e avere (1959-1965) Dare e avere. Nulla mi dai, non dai nulla / tu che mi ascolti. Il sangue / delle guerre s'è asciugato, / il disprezzo è un desiderio puro / e non provoca un gesto / da un pensiero umano, / fuori dall'ora della pietà. / Dare e avere. Nella mia voce / c'è almeno un segno / di geometria viva, / nella tua, una conchiglia / morta con lamenti funebri.


Sprofonderà l'odore acre dei tigli
nella notte di pioggia. Sarà vano
il tempo della gioia, la sua furia,
quel suo morso di fulmine che schianta.
Rimane appena aperta l'indolenza,
il ricordo d'un gesto, d'una sillaba,
ma come d'un volo lento d'uccelli
fra vapori di nebbia. E ancora attendi,
non so che cosa, mia sperduta; forse
un'ora che decida, che richiami
il principio o la fine: uguale sorte,
ormai. Qui nero il fumo degli incendi
secca ancora la gola. Se lo puoi,
dimentica quel sapore di zolfo,
e la paura. Le parole ci stancano,
risalgono da un'acqua lapidata;
orse il cuore ci resta, forse il cuore...

Quizás el corazónSe hundirá
el olor acre de los tilos
en la noche de lluvia. Será vano
el tiempo de dicha, su furor,
su mordisco de rayo que explosiona.
Apenas queda abierta la indolencia,
el recuerdo de un gesto, de una sílaba,
pero como de un vuelo lento de aves
entre vanos de niebla. Y aún aguardas
no sé qué cosa, mi extraviada:
acaso una hora que decida, que recuerde
el principio o el fin; similiar suerte,ya.
Aquí negro el humo de los incendios
seca aún la garganta. Si lo puedes,
olvídate de aquel sabor de azufre
y el pavor. Las palabras nos fatigan,
rebrotan de una lapidada agua;
quizás nos quede el corazón, quizás...

Posted at 09:05 am by malatesta
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Tuesday, November 10, 2009
las benditas flores del mal

jamas un florero 2


¡Follas Novas!, risa dame
ese nome que levas
cal si a unha moura ben moura
branca lle oíse chamar

Non Follas Novas, ramallo
de silvas e toxos sós,
irtas como as miñas penas
feras, como a miña dor.

Sin olido nin frescura
bravas magos e ferís..
¡Si na gandara brotades
como non serés asi!

Posted at 09:26 am by malatesta
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Saturday, October 10, 2009
recordando a FRANCISCO FERRER I GUARDIA

Centenário de Ferrer i Guàrdia Fundador da Escola Moderna foi executado há um século Se muitos conhecem o filósofo Jonh Dewey ou o pedagogo brasileiro Paulo Freire, a maioria desconhece que o pai ideológico destes reputados pensadores foi o catalão Ferrer i Guàrdia (1849 – 1909). O criador da Escola Moderna, fundamentada em ideais libertários e de cariz social, nasceu a 14 de Janeiro de 1859, em Alella, na Catalunha. Na adolescência começa a contestar o regime monárquico e o poder da igreja sobre o Estado e os cidadãos. Através da sua ligação com os republicanos, participa em tentativas de derrube do poder da monarquia e que visavam a instauração da república em Espanha. Devido à sua actividade política e social, foi exilado em Paris, em 1886, onde conheceu o ideal libertário preconizado pelos anarquistas e identifica-se com Paul Robin, o teórico da Pedagogia Integral e fundador do Orfanato de Cempuis na cidade de Paris. Em Abril de 1901 Francisco Ferrer i Guàrdia recebe uma herança de uma viúva francesa a quem dava aulas de castelhano em Paris. Aos que tratavam de o convencer em utilizar o dinheiro para fins eleitorais, como o líder republicano-socialista radical Alejandro Lerroux ( ver a sua biografia em http://es.wikipedia.org/wiki/Alejandro_Lerroux ) responde: “Servirei melhor as minhas ideias fundando a Escola Moderna do que fazendo política”. No seu livro La Escuela Moderna, Ferrer definia assim o objectivo da Escola Moderna: “Extirpar do cérebro dos homens tudo o que os divide, substituindo-os pela fraternidade e a solidariedade indispensáveis para a liberdade e o bem-estar gerais para todos.” O ensino ministrado seguia as seguintes orientações: o aluno é livre, livre inclusive de deixar a escola. O aluno goza de uma ampla liberdade de movimentos: vai ou não ao quadro, consulta ou não este ou aquele livro, entrega-se às suas fantasias quando isso lhe agrada, e até pode sair da sala de aula quando tem vontade de o fazer. Não havia exames, nem muito menos castigos e recompensas. Na realidade, a Escola Moderna foi um importante foco de educação popular: constituída por ensino primário, foi a primeira escola mista em Espanha (inédito na época em muitos países europeus), de dia era para crianças e à noite para adultos; teve aulas de francês, de inglês, alemão, taquigrafia e contabilidade; estava apetrechada com um local onde se realizavam conferências, vocacionado para os sindicatos e as colectividades operárias; tinha ainda uma editora a fim de suprir a crónica falta de material didáctico, e graças à qual foram editados manuais escolares, livros para adultos, folhetos, informações e um boletim. Aos domingos funcionava como uma universidade popular acessível a todos. Além disso, Ferrer é defensor da educação física e da natação, ao mesmo tempo que rejeita os jogos e as provas de competição que servem para alimentar a vã glória dos seus participantes. Estimula os trabalhos manuais para os rapazes, assim como a jardinagem, a limpeza e os trabalhos domésticos, uma forma de nivelar ambos os sexos na execução das mesmas tarefas. O local escolhido para a instalação da primeira escola foi um antigo convento da rua Bailén, na cidade de Barcelona, tendo aberto as suas portas a 8 de Outubro de 1901. Não é de todo alheio à Escola Moderna e aos seus ideias o facto de a Catalunha ter estado na vanguarda das lutas emancipadoras nos últimos cem anos e que movimentos políticos e sociais, como a CNT (Confederação Nacional dos Trabalhadores), se tenham implantado tão fortemente naquela região. Em 1905 a Escola Moderna espalha-se por 147 espaços por toda a Catalunha. Em 1908 contam-se mil alunos só na cidade de Barcelona, e criam-se centros de ensino do mesmo género em Madrid, Sevilha, Málaga, Granada, Cádiz, Córdoba, Palma, Valência, assim como no estrangeiro (em SãoPaulo, Lausanne, Amsterdam e Lisboa). Em Junho de 1906, o governo espanhol encerra a escola-mãe, na rua de Bailén, na sequência do atentado bombista de Mateo Morral, bibiotecário da Escola Moderna, contra a carruagem real no dia da boda de Alfonso XIII. Ferrer i Guàrdia é detido e processado como instigador do atentado. Absolvido das acusações, Ferrer sai da prisão em Junho de 1907, mas a Escola-mãe em Barcelona jamais reabrirá portas. Ferrer promove a criação da revista L’École Renouvée com o subtítulo «extensão internacional da Escola Moderna de Barcelona», cujo primeiro número é editado em Bruxelas a 15 de Abril de 1908 e onde explicitamente se defendia que o militarismo era um crime, que a distribuição desigual dos rendimentos devia ser abolida, que o sistema capitalista era prejudicial aos trabalhadores e que a política dos governantes era injusta. Também defendia a não-violência. Ao fundar em 1908 a “Liga Internacional para a educação racional da infância” conta com apoiantes de peso como Languevin, Bernard Shaw, Berthelot e Gorki. No ano seguinte, vários protestos eclodiram na Catalunha contra a guerra de Espanha com Marrocos. Estes acontecimentos ficaram conhecidos como Semana Trágica e foram marcados pela revolta da população de Barcelona que queimou igrejas e conventos, obrigando as autoridades a abandonar a cidade. No período da revolta, Ferrer encontrava-se de visita a um irmão que morava em Barcelona. A repressão que se seguiu à Semana Trágica prendeu e condenou dezenas de pessoas, entre elas Ferrer, preso no dia 1 de Setembro. O Tribunal de Guerra reunido para os julgamentos aplicou penas que variavam de prisão perpétua à execução. A favor de Ferrer levantaram-se vozes em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. Mas para que a “ordem” monárquica e eclesiástica se restabelecesse era imperioso que Ferrer fosse julgado no Tribunal de Guerra, sem testemunhas de defesa. No dia 09 de Outubro, o Conselho de Guerra abriu a sessão e ouviu as contraditórias testemunhas que acusavam Ferrer. A acusação que pesava sobre Ferrer de ser o líder intelectual da Semana Trágica baseava-se unicamente numa denúncia formulada numa carta remetida por prelados de Barcelona. No mesmo dia foi dado o veredicto final: a pena de morte. A execução ocorreu em 13 de Outubro de 1909, na Fortaleza de Montjuich.

Posted at 06:33 am by malatesta
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Thursday, October 08, 2009
fragmento de ODA MARINA, recordando a Alvaro de Campos


Una inexplicable ternura,
un remordimiento conmovido y lloroso
por todas aquellas víctimas -especialmente los niños-
que imaginé hacer al soñarme un antiguo pirata.
Una emoción conmovida porque fueron mis víctimas;
pero tierna y suave, porque no lo fueron realmente.
Una ternura confusa, como un vidrio empañado, azulado,
canta viejas canciones en mi pobre alma dolorida.

Ah, ¿cómo pude pensar, soñar aquellas cosas?
Que diferente soy de lo que fui hace unos momentos.
Histeria de sensaciones -primero éstas, después sus
contrarias.
En la mañana rubia que se levanta como mi olvido
sólo escoge las cosas de acuerdo con esta emoción
-el murmullo de las aguas,
el leve murmullo de las aguas del río al encontrarse con el
muelle ...
La vela pasando al otro lado del río,
los montes lejanos, de un azul japonés,
las casas de Almada,
y lo que hay de suavidad y de infancia en la hora
matutina ...

Una gaviota pasa
y es mayor mi ternura.

Pero en nada he reparado durante este tiempo.
todo fue una impresión de la piel, como una caricia.
Todo este tiempo no quité la vista de mi sueño lejano,
de mi casa al pie del río,
de mi infancia al pie del río,
de la ventana de mi cuarto que en la noche deba al río
y la paz del lugar esparcida en las aguas ...
Mi vieja tía que me amaba a causa de un hijo que perdió.

Mi vieja tía acostumbraba cantarme para que yo durmiera
(si bien ya era yo un poco grande para eso) ...
Recuerdo y las lágrimas caen sobre mi corazón y lo lavan
de la vida,
y se levanta una leve brisa marina dentro de mí.
A veces ella cantaba la "Nao Catrineta":

    Allá va la Nao Catrina
    sobre las aguas del mar ...

Y otras veces, una melodía muy melancólica y tan
medieval,
la "Bella Infanta" ... Recuerdo, y la pobre vieja voz se
levanta dentro de mí.
Recuerdo que muy poco la recordé después, y ella que me
amaba tanto.
Qué ingrato fui con ella -y finalmente, ¿qué hice yo con la
vida?
Era la "Bella Infanta" ... Yo cerraba los ojos y ella
cantaba:

        Estando la Bella Infanta
        en su jardín sentada

Yo habría un poco los ojos y veía la ventana llena de luna
y después cerraba los ojos otra vez, y con esto era feliz.

        Estando la Bella Infanta
        en su jardín sentada
        su peine de oro en la mano
        sus cabellos peinaba

Oh, mi pasado de infancia, muñeco que me rompieron.

No poder viajar al pasado, a aquella casa y a aquel cariño,
y siempre quedar allí, siempre contento y siempre niño.

Pero esto fue el pasado -linterna en una esquina de calle
vieja
Pensar en esto me da frío, hambre de algo que no puede
obtenerse.
Me da remordimiento pensar en esto.
Oh, torbellino lento de sensaciones opuestas,
vértigo suave en el alma por causas confusas.

Furias rotas, ternuras como cordeles con que los nuños
brincan,
gran abatimiento de la imaginación en los ojos de los
sentidos,
lágrimas, lágrimas inútiles,
suaves brisas de contradicción corriendo la faz del
alma ...

Evoco, para salir de esta emoción, por un esfuerzo
voluntario,
con un esfuerzo desesperado, marchito, inútil,
la canción del Gran Pirata cuando estaba muriendo:

        Fifteen men on the Dead Man's chest.
        Yo-ho-ho and a bottle of rum!

Mas la canción es una línea recta mal trazada en mi
Interior ...

Me esfuerzo y otra vez logro traer ante mis ojos del alma,
otra vez, pero con una imaginación casi literaria,
la furia de la matanza, de la piratería, el apetito del saqueo
que se paladea,
de la carnicería inútil de mujeres y de niños,
de la frívola tortura de los pasajeros pobres hecha por
distracción
y de la sensualidad de romper y destruir las cosas más
amadas de los otros,
pero sueño todo esto con mi miedo, como si alguien respirarse
de pronto sobre mi nuca.

Recuerdo que sería interesante
ahorcar a los hijos frente a las madres
(sin querer me siento las madres de ellos),
enterrar vivos en las islas desiertas a los niños de cuatro
años
y llevar a los padres en lanchas hasta allá, para verlos
(me estremezco, y recuerdo un hijo que no tengo
y que está durmiendo tranquilo en casa).

Aguijón de un ansia fría de crímenes marinos,
de una inquisición sin la disculpa de la Fe,
crímenes ni siquiera como razón de ser de la maldad o la
furia.
hechos fríamente, ni siquiera por herir o por el mal,
ni siquiera para divertirnos:
apenas  para pasar el tiempo
igual que uno pasa el rato en un comedor de provincia
con la servilleta tirada al otro lado de la mesa después de
comer,
sólo por el suave gusto de cometer crímenes abominables y
no considerarlos gran cosa,
de ver sufrir hasta la locura y la muerte-por-el-dolor pero
nunca llegar más allá ...
porque mi imaginación rehúsa acompañarme.
Un escalofrío me contrae.
Y de pronto, pero más repentinamente que la otra vez, de
más lejos, de más hondo,
de pronto -oh pavor por todas mis venas-
el frío súbito de la puerta del Misterio que dentro de mí se
abrió y dejó pasar una corriente de aire.
Recuerdo a Dios, lo trascendental de la vida,
y de pronto la vieja voz del marino Jim Barns, con quien
hablaba,
convertida en la voz de ternura misteriosa de mi anterior,
de esas pequeñas cosas de rezago de madre y cinta de
cabello de hermana,
pero asombrosamente venida del más allá de la apariencia
de las cosas,
la voz sorda y remota convertida en la Voz Total, la voz
sin Boca,
venida por fuera y por dentro de la soledad nocturna de los
mares,
llama por mí, llama por mí ...

Posted at 03:05 pm by malatesta
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Wednesday, September 30, 2009
contra el olvido de mierda, escuchemos a TOMAS SEGOVIA


¿MEMORIA O MÉMOIRE?

de TOMAS SEGOVIA

Querido Matías Vegoso: 

¿Tú cuánto tiempo hace que no lloras? A mí hace poco se me saltaron las lágrimas varias veces durante una excursión organizada por la Universidad de Educación a Distancia a la ruta del exilio, que nos permitió ver muchas cosas desgarradoras de ésas que España se empeña en ignorar. Por ejemplo: ¿tú sabías que el gobierno de España estuvo alojado una temporada entre una masía y una mina convertida en búnker, donde a la vez estaba resguardado el tesoro artístico de la nación y parte del oro de su banco central? Algunos de los que visitamos el lugar no teníamos ni idea de ese hecho histórico, y eso que éramos personas interesadas en el tema. ¿Te imaginas un episodio tan insólito y dramático en la historia de cualquier otro país? Lo sabría todo el mundo, habría películas, telenovelas y hasta comics sobre el asunto. Y por supuesto, se lo contarían a todos los niños en clase de historia. 

¿Y cuántos españoles jóvenes o ya no tan jóvenes saben que los franceses internaron en el campo de concentración de Argelès-sur-mer, uno de los varios que organizaron, a 100 000 refugiados españoles, hombres, mujeres y niños, en una playa desnuda, durante varios años, y las primeras semanas sin techo, sin literas, sin letrinas y sin agua potable y con temperaturas bajo cero? En el lugar hay descendientes de españoles, incluyendo al alcalde, que están tratando de que no se olvide todo eso, investigando y haciendo pública esa memoria. Pero, claro, es que son de nacionalidad francesa.

¿Y sabías que en Elne, en el Rosellón francés, una institutriz suiza organizó en 1939 una maternidad para ayudar a dar a luz a las mujeres de los campos de concentración, y salvó así la vida de muchos cientos de niños y de madres españoles y también judíos? El alcalde de Elne, que es una persona de ésas que tú dices que no existen, sobre todo en estos tiempos, ha logrado con admirable esfuerzo que el municipio compre el lugar y lo convierta en museo. Ese alcalde es hijo de españoles, de nacionalidad francesa, por supuesto. Se propone volver a abrir allí una maternidad, ahora para las derrotadas de estos tiempos, o sea las inmigrantes.

Cuando tú dices que no existen personas como ésas, supongo que quieres decir que no existen en Valencia. Siento decirte que te equivocas. Para empezar, el juez de la Rúa no es valenciano, si es en él en quien pensabas (como es inevitable pensar). Y después, no todos los valencianos son Camps; yo personalmene conozco muchos valencianos que no son ni mucho menos forever young, sino gente honrada. Sí, querido Matías, todavía hay gentes como ésas, en Valencia y fuera de Valencia. Incluso entre los de nacionalidad española no todo el mundo pertenece a asociaciones como Manos Limpias, sino que hay personas que tienen las manos limpias. Lo que pasa es que en España el muro del silencio, que existe en todas partes, es más impenetrable y obtuso que en cualquier otro país. En el extraordinario documental que vimos sobre la maternidad de Elne, uno de los antiguos niños nacidos allí, ahora con casi 70 años de edad, cuenta que él ha vivido siempre en Elne, y aunque de niño él y los otros niños del barrio jugaban en el terreno de la antigua maternidad, nunca nadie habló de ella hasta que ese alcalde que según tú no podría existir organizó el museo. Mala conciencia, querido Matías, la hay en todas partes, pero por lo menos en Francia esa mala conciencia no es ni una doctrina ni un programa político. La gente que tiene algo de que avergonzarse siempre prefiere que no se remueva el pasado, pero a ningún grupo visible ni a ningún partido oficial se le ocurriría, en ningún país que no sea España, oponerse a una ley que apuntase a recobrar la memoria.

Es fácil imaginar cuánto tendrán que ocultar unas personas capaces de proclamar que un juez que investiga el pasado está prevaricando. Tengo curiosidad de saber si tú opinas que eso es más repugnante o menos repugnante que lo que hace el juez de la Rúa cuando dice que si la policía investiga los delitos de los delincuentes, allá ella, pero su tribunal no está para juzgar a los delincuentes sino para exonerar a los amiguitos. En lo que sí creo que estamos de acuerdo es en que a un país así hay que ser francamente ingenuo para pedirle que mire su historia y reflexione un poquito. ¿Preguntar qué hizo por los españoles Elisabeth Eidenbenz en Elne cuando estamos enfrascados en la palpitante historia de la entrepierna de alguna ex de torero o de deportista? ¿Reflexionar sobre los horrores de nuestra historia cuando esta noche juegan el Madrid y el Barça? Vamos, hombre, no me hagas reír.

     Abrazos de tu memorioso amigo,

Posted at 08:01 am by malatesta
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Tuesday, May 12, 2009
cronica tierna de una semana salvaxe

Desde el corazon salvaxe de Ferrol(La cronica completa aki)

Alén de Nós,Máis Nada!

Alén de Nós, Máis Nada!

Sábado 18

Última xornada e tamén a derradeira. No Vermouth Poético programado para a unha e media no Cazadores, Carlos Oroza. Un mito. O autor de Cabalum, aquel poema destinado a perderse na marea festiva e hedonista dos anos oitenta, tiña para min as mellores referencias. Moitas noites de viño e herba tiña escoitado aos meus amigos máis vellos a crónica dos recitais de Oroza naquela altura. Tamén a historia de toda unha xeración perdida de escritores que se negaran a participar no sistema, nas componendas da cultura galega, e ficaran nas marxes con escasas excepcións. Xente tan libre como descoñecida. Entre xente desa predicaba Oroza nos oitenta ás súas ladaíñas lúdicas, que lles chamou Chichí Campos no seu día, onde a palabra se esvaía en pura sonoridade. Os recitais de Oroza, acrecentaba aínda o xenial humorista, deberan ser unha terapéutica necesaria. Entre os poemas míticos do viveirense, citábase o América, cos célebres versos nos que Poe se transformaba en corvo.

Y Poe estaba americando. Y Poe llevaba un bicho que había salido por su boca.
Y era Poe, Poe, Poe.

O poeta en acto
O poeta en acto

Pedín na barra un martini, xa que estabamos nun vermouth poético onde supoño eu debía consumirse como mínimo tanto vermouth como poesía. A voz de Oroza, un tanto fraxilizada pola idade, comezou logo a entoar os primeiros versos. De novo, como no día anterior, fíxose un silencio reverencial no que o poeta puido brillar co seu recitado pulcro e señorial.

A cabeza fóiseme outra volta para aquela época na que o desengano virou ás cabezas cara á vida e o presente inmediato. Nesa política da supervivencia fomos educados nas rúas galegas moitos adolescentes que comezábamos a andar camiño daquela e por iso a melodía severa de Oroza convocábame fantasmas propios. Cousas que me dá por pensar nos recitais axeitados.

Un video entre poema e poema, e finalmente o América, que por fin puiden escoitar ao vivo. O poeta foi obrigado a un pequeno bis cando aínda resoaban os versos de Cabalum coma un singular eco do poema de Ginsberg recitado na primeira xornada por Guillermo e Karlotti.

Era toda América crucificada a la orilla Toda la América insalivada
y fija .
Brazos saliendo del mar crucificados avanzando brazos pájaros
sin cabeza.
Brazos voces sumisas en la orilla.

Fomos comer despois do sagrado acto, o Marcos, o Estevo, a Leire e a Déborah, o Ildefonso, a Cora e máis o Víctor dos Sin Red, Olaia e o Iván, mozo ferrolán que acompañara practicamente todos os recitais da Semana. Eu tiña claro que un chuletón era a única opción gastroduodenal posíbel despois de tres días de cañas e racións. A conversa na mesa comezou a fluír con bo espírito. Falouse de psicomaxia, da charlatanería de Jodorowski e Sánchez Dragó, dos curandeiros tradicionais e de episodios de curacións extraordinarias, da alternativa máxica ao actual sistema científico, de poesía e acordeóns e das técnicas repentistas dos Bertxolaris, das que Leire nos ofreceu un áxil exercicio versificando en euskara o momento con salva de palmas global. Bravo.

Unha sesta e ás seis e media encontro no Teatro Jofre. Guillermo e Karlotti convocárannos a todos os participantes para un diálogo aberto antes do concerto de Coppini e o Comando Delta. Entre que uns chegaban e outros non, fómonos entretendo na terraza do Teatro Jofre, desde onde se vía unha fragata no porto, se cadra en reparacións. Unha tarde fresca e soleada, ideal para música e café. Ao final xuntámonos uns cantos e Guillermo e Karlotti expresáronnos a súa satisfacción polo resultado da Semana e a súa convicción de darlle continuidade ao encontro anual en Ferrol. Paréceme a min que a cousa paga a pena e que calquera dos que alí estivemos facemos votos por que a idea medre e chegue a ser unha gran referencia no mundo da poesía propia e allea. Foi mágoa non poder ter contado con Pimenta e Ruiz Zink. A poesía portuguesa cáenos ben a man e conta con talentos moi clarificadores na construción de poéticas contemporáneas, das que penso eu andamos bastante necesitados pola banda de Lestrove. É só unha opinión. Se cadra ten razón o Pedro Ferrández e tamén hai que volver un pouco ao clasicismo, ao tema de rimar e crear ritmos claros. Isto da poesía, ben se ve, éche un negocio confuso.

Un café perto e o último acto do programa. O esperado concerto de Germán Coppini e o Comando Delta. Un traballo montado en tres días de ensaios asasinos. Tiña noticia de que os músicos estaban bastante satisfeitos  porque Coppini soubera establecer moi rápido a comunicación con eles e a cousa, aínda que apurada, avanzaba por onde debía. De camiño para o Jofre atopamos ao Paco Pestana, que viña de flipar cos peixes no mercado e coas habelencias cromáticas dos polbos.


Posted at 07:04 am by malatesta
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Friday, May 01, 2009
Uno de Mayo: no dejemos en mano de los saquedores nuestras vidas




Trabajadores: la guerra de clases ha comenzado. Ayer, frente a la fábrica McCormik, se fusiló a los obreros. ¡Su sangre pide venganza!

¿Quién podrá dudar ya que los chacales que nos gobiernan están ávidos de sangre trabajadora? Pero los trabajadores no son un rebaño de carneros. ¡Al terror blanco respondamos con el terror rojo! Es preferible la muerte que la miseria.

Si se fusila a los trabajadores, respondamos de tal manera que los amos lo recuerden por mucho tiempo.

Es la necesidad lo que nos hace gritar: ¡A las armas!.

Ayer, las mujeres y los hijos de los pobres lloraban a sus maridos y a sus padres fusilados, en tanto que en los palacios de los ricos se llenaban vasos de vino costosos y se bebía a la salud de los bandidos del orden...

¡Secad vuestras lágrimas, los que sufrís!

¡Tened coraje, esclavos! ¡Levantaos!.

La proclama terminaba convocando un acto de protesta para el día siguiente, el cuatro, a las cuatro de la tarde, en la plaza Haymarket. Se consiguió un permiso del alcalde Harrison para hacer un acto a las 19.30 en el parque Haymarket. Los hechos que allí sucedieron son conocidos como Revuelta de Haymarket.


desde aquellos dias, precedidos por la COMUNA de PARIS, los pueblos de la Tierra, la humanidad a trompicones hemos alcanzado las mas altas cotas de la estupidez. Jamas se habria podido pensar que despues de guerras y revoluciones, masacres y masacres y miseria y falacias, llegariamos a vender nuestra dignidad, una vez mas, como asi fueron obligados los pueblos amreicanso a la llegada de Colon, a intercambiar nuestra dignidad por baratijas, en un espectaculo perpanente que nos ha llevado a habitar una minoria edad jamas imaginable.

Iniciemos hoy una marcha imparable hacia la conquista de una vida a la altura de los sueños por la que tanta sangre se ha derramado y se derrama, sueños guiados por el SENTIDO COMUN ya que a estas alturas de la historia el acto mas revolucionario sera aquel que se guie por ese sentido comun tan solapado en estos tiempos.

No podemos dejar en manos de los saqueadores y criminales, el capital financiero mas insaciable y esteril, la solucion de esta situacion critica a la que ellos mismos nos han llevado.

RESISTIR Y REIR HASTA QUE LOS ESPECULADORES DE LA TIERRA SEAN UNA ANECDOTA EN NUESTRAS VIDAS.

¡¡¡VIVA EL UNO DE MAYO, VIVA LA LUCHA POR UNA VIDA DIGNA DE TODOS LOS SERES HUMANOS EN UNA TIERRA TRATADA COMO UNA MADRE Y NO COMO UNA PUTA!!!!

Posted at 08:34 am by malatesta
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Monday, April 20, 2009
poesia salvaxe en la cornisa de espuma, Ferrol


Prometemos levantar un mapa de derrotas, una carta marina de los dias en los que los amigos venian del presente mas furioso, y el futuro nos aburria con sus aires de nuevo rico. Despues, en cada instante inteminable izamos hogueras por doquier, ignorados magnificamente por los traficantes de cadaveres, cantamos coplas chivadas por Villon, recibimos la ultima carta de Rimbaud confirmando que habia llegado, aúnque maltrecho y mutilado de ambas piernas, que habia llegado a Etiopia y se disponia a arreglarlo todo para no volver jamas a Europa.
Palabra de  compay.
A continuación una breve reseña de los artistas, devenidos amigos del alma, que participaron en la II Semana de Poesía Salvaje

Guillermo Ferrándiz

Nació en Ferrol, en el barrio del Inferniño, en 1951. La dureza heroica del gris naval y el alma geométrica de la ciudad lo marcarían para siempre jamás. Marchó. Volvió. Escribió las novelas "Conacho", "La piedad del invierno", y su poemario "Las arrugas del tiempo", para que el pasado dejara de fastidiarlo. Más tarde le dedicó a su infancia un estudio sobre el habla local para que su corazón pudiera pensar la dulce amargura de la infancia. Ahora da clases de lengua española en el instituto Marqués de Suanzes y su única preocupación estética, ética y monotemática es el desarraigo...

Juan Carlos Valle, "Karlotti"

"La pobreza de la posguerra es el territorio de mi infancia, territorio ilimitado dónde la escasez alimenta la abundancia de los sueños. La aldea gallega, mi patria, que me hará para siempre jamás, mas que cosmopolita, habitante de la lumbre y de sus voces. Emigraciones sucesivas y tempranas: Maside, Valtuille, Lugo, Ferrol, dónde después de cuarenta años, regreso y habito, Valladolid, asentamiento duro y duradero dónde la Poesía y la Amistad, levantan para siempre jamás sus coordenadas, cruzadas por las Derrotas y los Regresos: Yugoslavia, Italia, Irán, Afganistan, India, el Circo Moira Orfei...
Y mis poemas se vuelven la parte destilada de las astillas de los días. Revistas de Poesía y manifiestos, siempre bajo el signo de la Bendita Mala Suerte y de las Barricadas Clandestinas:
Hebe, Pavos Reales, Haz y Envés, Pliegos de Cordel Vallisoletanos, Cuadernos Leoneses de Poesía, Un Ángel Mas, El signo del Gorrión, Barrio de Maravillas, y libros y antologías: Todos de Etiqueta, Esto Era y no Era, Un Golpe de Dados, Los Infolios, y Todos los Jueves Salvo la Luna".

Carlos Santiago

El escritor, dramaturgo y artista Carlos Santiago desarrolla su actividad en las artes escénicas a caballo entre Galicia y Portugal. Formó parte de la compañía teatral Chévere y de la banda de rock Psicofónica de Conxo. Es autor de un poemario, Metalurgia (Positivas 1996), y de una buena lista de espectáculos teatrales a uno y otro lado del Miño. Su trabajo está fuertemente comprometido con apuestas experimentales y una visión satírica de la realidad. El juego entre lo real y lo ficticio, y su trasfondo político y filosófico, es característico de su poética.

Leire Bilbao

Leire Bilbao nació en 1978 en Ondarroa (Euskadi). A los catorce años empezó a participar en el mundo de la improvisación oral. Un día decide dejar de rimar y publica su primer libro de poesía, Ezkatak (Escamas) por la editorial Susa ed.2006. Sus poemas fueron traducidos al inglés, alemán, italiano, gallego, catalán y castellano.
Colabora en revistas y medios de comunicación de diferente índole; periódicos, revistas, radio... Participa en recitales, conferencias y demás actividades culturales. Algunos de sus poemas fueron musicados, y en el 2008 les otorgan el Premio de la Música de España en euskera por la canción Irene de Javier Muguruza.
Tiene tres libros de literatura infantil. En el 2009 espera publicar otros, y está trabajando en su siguiente libro de poesía.

Paco Pestaña

Escultor y poeta, como se dice ahora, artista multidisciplinar, realizó numerosas exposiciones, recitales, programas de radio y televisión y colaboraciones de prensa. Dirigió y colaboró en simposios de escultura internacional. Tiene programadas las siguientes exposiciones: Museo de la Bairrada, Museo de Aveiro, simposio en Vila Nova de Gaia, certamen de poesía internacional en Cerdeña (mes de agosto). Exposición antológica: palacio de la Diputación de Ourense.

Déborah Vukusic

Nació en Ourense en 1979. Licenciada en Filología Hispánica (Univ. Alcalá de Henares) y en Interpretación (Real Escuela Superior de Arte Dramática), combina el trabajo de actriz con el de escritora. Así ha participado en LEX, La Tira, El comisario... y en obras como Presas, dirigida por Ernesto Caballero para el Centro Dramático Nacional o The Cardenio Project (Festival La alternativa) en cooperación con la Universidad de Harvard.
Publicó: Guerra de identidad, Baile del Sol, Tenerife, 2008; Poesía Capital, Pepe Ramos (ed.), Sial, Madrid, 2009; 23 Pandoras: poesía alternativa española, Vicente Muñoz Álvarez (ed.), Baile del Sol, Tenerife, 2009.

Sin Red

La propuesta de esta agrupación va más allá de la mezcla de música y poesía. Ese trasfondo se rinde a su rigor improvisatorio y su radical contemporaneidad expresiva. No hay recuerdos previas, no hay partituras. El poema y su música se diluyen, se hacen polvo, para renacer en la reescrita de voces e instrumentos. Una aventura de libertad y riesgo del que el espectador se siente partícipe. Sin Red actuó en numerosos festivales españoles y extranjeros: Francia, Reino Unido, Suiza, Austria, Alemania, Rumanía o Brasil, superando las setenta puestas en escena. Además, lleva a cabo una labor pedagógica para artistas interesados en la improvisación de todos los campos y grabó un disco. Este espectáculo basado en la escucha de los integrantes del grupo, en la composición espontánea, se enriquece en cada nueva aparición pública. La compenetración de sus miembros, les permite practicar un "repentismo" que va más allá de la actitud circense del "más difícil todavía", para recogerse tanto en los matices particulares como en la energía común: un espectáculo en combustión espontánea.

Olaia Cocinha Lozano

Nació en 1979 en Viveiro. Ha publicado Las cervicales de la memoria (editorial Fervenza, premio de poesía 'Avelina Valladares' 2004). Participó en las publicaciones colectivas De las sonorosas cuerdas. 15 poetas desde Galicia (Eneida, 2005), Poetas con Rosalía (Fundación Rosalía de Castro 2006) y Volverles la palabra (Difusora de Artes y Letras, 2006). Ha colaborado en diversos periódicos y revistas como A Micrófono Cerrado, Nosa Terra, La Voz de Galicia, Grial, InfoXove, A Xanela, MOVE o http://seriealfa.com/home.htm.art i literatura.
Acaba de publicar Libro de Alicia, (editorial Espiral Mayor, premio de poesía Fiz Vergara Vilariño 2008). De vez en cuando escribe en www.reveladora.blogspot.com .

Marcos Lorenzo

Economista y antropólogo, ha realizado estudios complementarios en urbanismo, políticas sociales y gestión cultural. En el ámbito de la comunicación fue redactor de revistas de pensamiento y arte, articulista habitual en Grial, www.vieiros.com y Tempos Novos, y locutor de Radio Filispim junto a Pedro Ferrández en el programa Aquello Que Vibra. En la cosa contracultural dirigió con mano de hierro la Sociedad "Patafisica del Atlántico" y comandó el movimiento incendiario SuFaTo "SuperaFavordeTodo". Hasta hoy en día, publicó varios libros de carácter profesional. Su última obra es un ensayo de carácter aforístico titulado "Liquidación de Existencias" (Difusora, 2005). Entre sus próximos proyectos está la refundación del partido Reticencia Gallega y la preparación de un poemario crónico inspirado en la vida de Juan Carlos González del Valle "Karlotti".

Comando Delta

Grupo dinámico de operaciones especiales surgido dentro de la Orquestra O.m.e.ga. -Orquesta de Música Espontánea de Galicia- a lo largo del año 2008.
Esta primera formación del Comando Delta está integrada voluntariamente por la mitad de los miembros de la Omega y nace como respuesta a una necesidad de ser mas ágiles y operativos a la hora de promover y desarrollar por sorpresa acciones sonoras en el marco social cotidiano o de trabajar conjuntamente para actuar en colaboración con otros artistas provinientes de otras disciplinas musicales no directamente relacionadas con la improvisación libre.
La idea fundamental gravita sobre un concepto de intercambio permanente, estimulante y productivo, abierto y mutuo, a la búsqueda de un punto de encuentro entre la libertad de la música improvisada creada por los miembros del Comando Delta en tiempo real y cualquier otra música caracterizada en general por poseer una forma y lenguaje musical más cerrada, definida y previsible.

Comando Delta+Germán Coppini

Esta primera versión del Comando Delta viene integrada por once músicos improvisadores que participarán junto con Germán Coppini en una deconstrucción de canciones míticas del grupo vigués Golpes Bajos centrándose en un objetivo doble. Por una parte, se trata de conseguir nuevas versiones de viejos temas para darles un nuevo aire y resituarlas lejos de su intención inicial y de las sonoridades electrónicas tan características de los años 80.
Por otra parte, la propuesta se ve enriquecida por la inclusión en la receta de paisajes sonoros improvisadas bien representativas y características del Comando Delta y de la O.m.e.ga, para ser mezcladas con los temas de Germán Coppini a lo largo de todo el concierto de presentación del proyecto,que tendrá lugar como despedida y cierre de la celebración de la Semana de Poesía Salvaje en Ferrol. Integrantes: MIG, Guitarra eléctrica, Quique Otero; Teclados, Madammecell; Piano, Pablo Pérez; Contrabajo, Patxi Valera; Batería; Chefa Alonso, Saxo soprano; Pablo Sax, Saxo tenor; Fernando Abreu, clarinete, clarinete bajo; Ariel Ninas, Zanfona; María Move, Voz; POP, voz, objetos sonoros.

Carlos Oroza

Carlos Oroza nació en Viveiro en 1933. Es conocido principalmente por la interpretación y performance de su propia obra. Una obra frecuentemente reescrita y basada en poemas de versos libres con un gran predominio del ritmo. Su poesía está hecha para ser escuchada a tenor de las propias palabras de Oroza que se declara a favor de la oralidad y considera a los libros como "cementerios de signos". En los años setenta se hacía famoso en los ambientes literario-poéticos gracias a la realización de múltiples recitales por toda España adscritos en forma y contenido a los de la Generación Beat. En los sesenta fundaba junto a Víctor Lizárraga y Victoria Paniagua, la revista Tropos. En Nueva York le otorgan el premio internacional de Poesía Urderground. Después de vivir en Madrid, Ibiza y EE.UU. fija su residencia en Vigo.

Posted at 05:40 am by malatesta
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Tuesday, January 20, 2009
poema de Giuseppe Ungaretti


    GIROVAGO
    Campo di Mailly maggio 1918

    In nessuna
    Parte
    Di terra
    Mi posso
    Accasare

    A ogni
    Nuovo
    Clima
    Che incontro
    Mi trovo
    Languente
    Che
    Una volta
    Già gli ero stato
    Assuefatto

    E me ne stacco sempre
    Straniero

    Nascendo
    Tornato da epoche troppo
    Vissute

    Godere un solo
    Minuto di vita
    Iniziale
    Cerco un paese
    Innocente


    VAGABUNDO

    En ninguna
    parte
    de la tierra

    puedo
    ceder al desaliento

    A cada
    nuevo
    clima
    que encuentro
    descubro
    desfallecido
    que
    una vez
    ya lo habite
    y me fue familiar

    Y me alejo siempre
    extranjero

    Naciendo
    de regreso de épocas demasiado
    vividas

    Gozar un solo
    minuto del origen
    de la vida
    Busco un
    país inocente

    (Traduccido por K.)

Posted at 08:03 am by malatesta
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me gusta caminar por las ramas y tener la lengua en la luna, hacer el pino en las fuentes cultivar zascandiles, perder el tiempo para cosechar los enormes espacios de los dias, soñar con las musarañas, tener los pies en la tierra para volar sin miedo, y no dar un paso atras ni para coger impulso.







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